sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Visita ao CCBB e apresentação da Eva

 Dando continuidade ao nosso projeto, nas últimas aulas levamos as crianças das duas turmas para apreciar a exposição "Corpos Presentes", do artista plástico Antony Gormley, que está sendo apresentada no CCBB.
Na terça-feira fizemos uma visita com mediação do Douglas, que trabalha no programa educativo da galeria.

 Na quinta-feira quem fez a mediação foi a Danielle. Cada um do seu jeito contribuiu muito para valorizar nossa visita. A exposição está muito bacana e é muito extensa, valendo a pena passar pelo menos uma manhã ou tarde para conhecer tudo.

 Este trabalho - "Amazonian Field" - despertou a curiosidade das crianças, que no Ateliê Anjico terão a oportunidade de fazer uma versão própria, também em argila.

 A obra "Massa crítica", em espaço aberto, apenas coberto, sugeriu movimentos e envolvimentos.

 O trabalho de Gormley tem como tema corpo e espaço, e antes de visitar os espaços da exposição preparamos com a Eva o nosso corpo.
A Eva Maria Maria é, dentro do projeto, a responsável pelas aulas de dança e movimento.
E, segundo ela mesma: "Sou artista visual, arte-educadora, dançarina, contateira, butohniana ; gosto de cuidar do meu jardim e da minha cria."

Falando do seu trabalho na Oficina de Arte-Educação-Ambiental para crianças:

"No Ateliê Anjico, junto com as crianças, estamos vivenciando o desafio de voltar à terra. O bebê nasce com uma sabedoria corporal e de movimento que o permite mover-se de forma inteligente e criativa, no fluir natural do contato do corpo com a terra, com o ar, com a água e com o corpo dos outros. 
Quando vamos crescendo nossa sociedade nos reprime e nosso corpo vai desaprendendo a se mover livremente.  As vivências corporais junto à natureza têm a intenção de resgatar e desenvolver a consciência corporal. É um desafio, pois temos pouca proximidade com as necessidades do nosso corpo.
Através do movimento, do relaxamento, da brincadeira e da dança o corpo entra em contato com os elementos da natureza, com o próprio corpo e com o corpo dos outro e tem a oportunidade de manifestar criativamente a liberdade corporal." 

sábado, 10 de novembro de 2012

Apresentando a Equipe: Kaju!

Amig@s do Ateliê,
vamos aqui dando sequência às nossas postagens, registro de nossas atividades na oficina Arte-Educação Ambiental para crianças, projeto que conta com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura-FAC/SEC/DF.
Continuamos sem a kombi que transporta as crianças para o Ateliê Anjico, mas o show não pode parar...
Temos dado aulas no Galpão de Eventos do Varjão, no CRAS, na chácara onde mora a Priscilla...
Na foto acima o Kaju, nosso professor de música, está com as crianças no Galpão, que fica ao lado do Centro de Reciclagem, daonde saíram as garrafas pet, que foram transformadas pelas crianças em chocalhos e agogôs.

Aproveitamos essa postagem para começar a apresentar nossa equipe.
Começamos pelo Leo Kaju.
Kaju é flautista, percussionista, luthier, compositor, arranjador e produtor musical. Atualmente integra a banda Haono Beko, depois de ter participado de outros grupos como Calangalado e Piramidi.

  No projeto Arte-Educação-Ambiental para crianças ele, juntamente com o Junai, que também integra a banda Haono Beko, é responsável pelas aulas de música.  



 Fala Kaju!: 
“As oficinas de musicalização e confecção de instrumentos no Ateliê Anjico acontecem nas terças e quintas-feiras, desde agosto, intercalando com as aulas de dança da Eva. Nas aulas a gente desenvolve a musicalização  e a educação ambiental, reaproveitando  resíduos e transformando esse materiais em instrumentos musicais. Com isso aprendemos como reaproveitar esse resíduos que fazem parte do nosso cotidiano de forma lúdica e criativa. As crianças descobrem também, vivenciando os ritmos brasileiros na aula, a sua identidade através da cultura.” 

 Junai e Kaju com o Haono Beko

domingo, 21 de outubro de 2012

Na terça-feira retrasada, dia 9 de outubro estávamos esperando as crianças do Ateliê quando chegou o Cláudio, do CRAS, com a notícia que as kombis do GDF foram recolhidas por falta de renovação do contrato... daí também não tivemos aula na quinta.
Na terça seguinte resolvemos ir até o Varjão e fazer nossa aula lá.
Aproveitamos para mostrar às crianças o mapa do Varjão que fica no CRAS, para cada um localizar a sua casa.
Depois subimos o morro que fica por trás da Escola Classe, para ter uma visão de cima da R. A., e de lá novamente buscar a direção de cada casa.
Descendo do morro, desenhamos nossa vizinhança.
Na quinta-feira, aproveitamos para levar as crianças para a chácara onde mora a Priscilla, nossa monitora, às margens do Córrego do Torto, e constatamos a sujeira que se acumula nas águas, que juntamente com os esgotos das chácaras e casas construídas nas margens impede até mesmo o banho.

Na chácara tem um campo de futebol gramado, onde as crianças se esbaldaram

A turma de quinta também se localizou no mapa que está exposto no CRAS...

...e depois, 'ao vivo', do alto do morro.

Na terça-feira, dia 2, tivemos a Selva, que coordena o 'Sistema Rio Abierto' aqui em Brasília, como nossa convidada especial. Ela propôs várias atividades corporais e, depois do lanche, uma atividade com argila.

Gabriela moldou na argila uma pequena tartaruga.

Antes das atividades com a Selva, Junai e Caju comandaram uma orquestra de chocalhos feitos a partir de garrafas pet. Para preparar o corpo para o ensaio, a galera se alongou.

Entre outras coisas, Caju e Junai tem apresentado às crianças instrumentos produzidos com o reaproveitamento de diversos materiais como, por exemplo, esta sanfona, feita por um sinhozinho de Minas Gerais.

Numa outra quinta, mais pra trás na linha do tempo, dançamos com a Eva na beira do córrego Urubu...

E outro dia desses fizemos um piquenique na cachu!
Agradecemos mais uma vez ao FAC/SEC/DF a oportunidade de estarmos desenvolvendo este trabalho.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Produção em arte

 Na postagem anterior sobre o Projeto Arte-Educação-Ambiental para Crianças prometi colocar fotos de trabalhos das crianças. Uma atividade que rendeu bons frutos foi a de desenho do corpo inteiro...

 ...Uma criança se deitava sobre o papel e outras traçavam seu contorno com lápis...

... Depois, cada grupo pintava a figura coletivamente... 

...Como cada pintura é muito comprida, fico devendo as pernas...

 Outras pinturas bacanas surgiram com a proposta de pintura abstrata.

Muitas outras atividades interessantes aconteceram nos outros dias, fica difícil de relatar tudo. 

Como última foto desta postagem, um registro do passeio que fizemos à Pedra dos Amigos, nas redondezas do Ateliê Anjico.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Quintal Agroflorestal!

 Com 12 participantes e em clima de mutirão aconteceu, no dia 16 de setembro, a Oficina Quintal Agroflorestal-Manejo na seca, com a coordenação da querida Helena Maltez.

Começamos com uma roda de apresentação. Nesta roda cada um colocou uma qualidade para ser compartilhada: alegria, acolhimento, cuidado...

E depois de uma volta para conhecer a área a ser trabalhada nos reunimos para conversar sobre o que observamos.

 Uma das coisas foi a necessidade de poda e aprendemos a observar a planta para orientar esta prática.

 Em outro momento Helena apresentou as ferramentas com as quais iríamos trabalhar.

 Ainda durante a manhã recebemos a visita da Eva e da Maia Sol, este anjinho louro e querido.

O almoço foi preparado com muito carinho por todos, com destaque especial para Cida e Lena.

 E saboreado com muito prazer e gratidão.

 Depois do almoço as pessoas se reuniram em torno da tarefa para a qual mais se sentiram atraídas. O Leonardo e o Demétrio, por exemplo, podaram uns agaves antigos, já mortos, e que renderam muita matéria orgânica para ser espalhada no quintal.

 A Célia, ajudada pelo Nicolas, se dedicou a afofar e preparar um canteiro do lado da casa, que em breve vai receber capuchinha e papiros para alegrar e alimentar.

 A Adriana e a Cida revitalizaram a espiral de ervas.

 Lena!

 Adriana e Célia - filha e mãe - ao final do dia, depois de uma rodada de açaí,  fizemos uma outra roda para compartilhar o que vivenciamos durante a Oficina/Mutirão.

De maneira geral todos estavam cansados e felizes. E eu, muito grata!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Andamento do Projeto

 O tempo voa! E aqui no Ateliê Anjico, no projeto Arte-Educação-Ambiental para Crianças sentimos muito isso, a cada dia, a cada encontro. 
Cada turma que participa do projeto já teve seis aulas. Vamos aqui atualizando nosso blog que, entre outras coisas, serve como registro de nossas atividades.
A proximidade do Ateliê com o córrego Urubu e o clima seco dos últimos tempos nos leva quase todos os dias para a água, para a felicidade das crianças.
No Ateliê buscamos fazer a relação como, por exemplo, fazer barquinhos de dobradura de papel para levar para brincar no córrego e depois ensinar na prática a recolher os restos, nossos e dos outros.

Um visu mais geral da cachu.
Antes de chegar aí fomos a cada dia apresentando um trecho diferente do córrego, para ir ambientando as crianças e passando para elas noções de como podemos/devemos nos comportar em grupo e dicas de segurança.

 Um detalhe.

 Aprofundando nosso conhecimento sobre o Córrego Urubu fomos até o ponto em que o Córrego Sagui se encontra com ele.

 Alternando com as aulas de Dança e Movimento temos aulas de Música. O Kaju tem trazido seu parceiro Junai e com ele, de uma maneira bem lúdica, tem despertado o potencial de audição e sensibilidade para a música das crianças (entre as quais me incluo).

 A Eva, nas aulas de Dança e Movimento, está criando jogos que fazem as crianças experimentar os vários elementos que compõem nosso meio-ambiente: árvores, bichos, vento, morros, água...

 Estas atividades tem sido feitas em ambientes diversos, o que traz mais riqueza para nossas vivências.

 No Ateliê, vamos passando para as crianças noções da linguagem visual e dos diversos materiais. Como tema buscamos relacionar às coisas que as crianças vivenciam no seu dia a dia, como sua casa, seu entorno, seu corpo... e vamos que vamos.
Primeiro pesquisamos as cores primárias e secundárias, misturando tintas, recriando as cores do arco-íris. 

Depois, juntos com as crianças, lemos o livro História das Cores, que traz uma lógica diferente para o aparecimento das cores e em suas ilustrações ajuda a falar de monocromia.
Na próxima postagem colocaremos alguns dos trabalhos produzidos pelas crianças.
Até!